Entre as recomendações de indiciamento, o relator incluiu o empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresenta nesta sexta-feira (27) o seu parecer com pedidos de indiciamentos de 218 pessoas.
Prorrogação foi derrubada pelo STF
A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a liminar de prorrogação do colegiado marcou a análise do relatório final nesta manhã.
Entre as recomendações de indiciamento, o relator incluiu o empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República.
A defesa de Lulinha nega envolvimento em irregularidades e a PF (Polícia Federal) não o investiga formalmente, embora os investigadores o tenham mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizadas em meados de dezembro do ano passado.
Investigação de supostas “mesadas”
A CPMI não conseguiu avançar na investigação de supostas ‘mesadas’ ou de viagens que o empresário Antônio Camilo Antunes (o ‘careca do INSS’), apontado como um dos principais operadores do esquema, teria custeado. O parecer cita esses indícios e a ‘proximidade’ de Lulinha com os empresários.
Gaspar pediu o indiciamento de Lulinha pelos crimes de: tráfico de Influência; lavagem ou ocultação de bens; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva.
Uma CPI não tem poder de indicar pessoas, mas pode fazer recomendações à PGR (Procuradoria-Geral da República) em seu relatório final.
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Pedidos de indiciamentos
Entre os principais indiciados estão:
- Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, empresário apontado como líder e articulador do esquema, pelos crimes de: organização criminosa; corrupção ativa; lavagem ou ocultação de bens; furto mediante fraude com uso de dispositivo eletrônico; fraude eletrônica; e inserção de dados falsos em sistema de informações.
- Maurício Camisotti, empresário apontado como operador e intermediário, pelos crimes de: organização criminosa; lavagem de dinheiro; fraude e furto eletrônico; falsidade ideológica; corrupção ativa; e participação em inserção de dados falsos em sistema de informações.
Relatório de Gaspar conta com 4.340 páginas
Instalada em 20 de agosto, a comissão de inquérito tem prazo de funcionamento até sábado (28). O relatório de Gaspar conta com 4.340 páginas, divide-se em nove núcleos de investigação e mira empresários, intermediários, servidores, entidades e políticos.
Há ainda recomendação de que a PF (Polícia Federal) aprofunde as investigações para alguns casos que a CPMI não conseguiu avançar.
Relatório alternativo
A base governista também articulou um relatório alternativo, que deve ser debatido. A maior divergência entre os parlamentares, segundo o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), envolver os pedidos de indiciamentos.