Ação da FICCO/MA cumpre 17 mandados e mobiliza cerca de 80 policiais para desarticular esquema de arrecadação ilegal conhecido como “caixinha” no interior do Maranhão.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MA) deflagrou na manhã desta terça-feira (12) a Operação Descenso III. A ofensiva policial tem como alvo principal desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa que atua na cidade de Chapadinha, no interior do Maranhão, e em municípios vizinhos. A ação faz parte de uma mobilização nacional simultânea, a Operação Força Integrada II, que ocorre em 14 estados do Brasil.
O esquema da “caixinha” e as transferências por PIX

As investigações da operação Descenso III que culminaram na ação de hoje são um desdobramento direto das Operações Descenso I e II. As primeiras operações foram deflagradas respectivamente em junho de 2025 e fevereiro de 2026. Por isso, o trabalho de inteligência policial mapeou como os criminosos mantinham o fluxo de caixa da organização ativo e estruturado.
Os alvos da operação são suspeitos de integrar e financiar a facção por meio de contribuições mensais, popularmente chamadas de “caixinhas”. Portanto, segundo a polícia, os repasses eram feitos de forma digital, através de transferências via PIX enviadas diretamente às lideranças do grupo. Desse modo, o dinheiro servia para o custeio de armas de fogo, compra de drogas, honorários de advogados e pagamento de auxílio financeiro aos familiares de membros da facção que estão presos ou mortos.
Força-tarefa e crimes investigados
Para o cumprimento das ordens judiciais, a operação mobilizou um grande efetivo na região de Chapadinha. Dessa forma, estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, com o empenho de aproximadamente 80 policiais.
A ação conjunta envolve a FICCO/MA, o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), a Superintendência da Polícia Civil do Interior (SPCI), a Delegacia Regional da Polícia Civil de Chapadinha e o 16º Batalhão de Polícia Militar do Maranhão.
Os suspeitos identificados no curso das diligências deverão responder pelos crimes de integração e financiamento de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Portanto, a FICCO, modelo de força-tarefa que integra Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal e Secretaria de Segurança Pública, reafirma a estratégia de asfixiar o poder financeiro das organizações para combater a criminalidade no estado.