A defesa sustentou que a operação policial ocorreu após rastreamento de uma moto usada em crimes contra entregadores da região
Após 14 anos de processo, o Tribunal do Júri de Itajaí, em Santa Catarina, absolveu o sargento da Polícia Militar Fernando Silva de Oliveira nesta semana. Ele respondia por uma ocorrência que resultou na morte de Anderson Coelho em fevereiro de 2012, durante uma ação de repressão a assaltos na região.
Julgamento popular
O julgamento popular durou mais de 12h: começou pela manhã e terminou perto da meia-noite. O Conselho de Sentença, formado por quatro homens e três mulheres, proferiu quatro votos favoráveis à absolvição do policial militar. De acordo com o resultado, não foi necessária a abertura dos demais envelopes.
Denúncia do Ministério Público
O Ministério Público acusava o sargento de homicídio qualificado. A denúncia afirmava que a vítima seria suspeita de roubar a lanchonete do policial e que a cena do crime teria sido modificada. No entanto, investigações anteriores haviam apontado a legalidade da intervenção.
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A defesa sustentou que a operação policial ocorreu após rastreamento de uma moto usada em crimes contra entregadores da região. Além disso, os advogados comprovaram a versão inicial do sargento de que o desfecho se deu após um confronto armado direto durante a abordagem na residência.
Atuação da defesa
Por fim, o advogado Claudio Dalledone atuou no caso defendendo a inocência do réu e criticou o peso do Estado sobre agentes da segurança que enfrentam o crime.
“Mais um guerreiro, aquele que nos defende, está sentando no banco dos réus”, declarou o criminalista antes do resultado final.