O abalo sísmico ocorreu na região oceânica próxima a São Luís e estações sismográficas nacionais captaram o sinal. Especialistas explicam a origem geológica do fenômeno.
A região oceânica da margem equatorial do Maranhão registrou atividade sísmica na manhã do dia 29 de abril. Um tremor de terra de magnitude 3.0 ocorreu nas proximidades da capital, São Luís, marcando mais um registro nos equipamentos de monitoramento geológico do país.
O registro do abalo sísmico na margem equatorial
O fenômeno geológico ocorreu exatamente às 8h43 (horário de Brasília). Dessa forma, a detecção precisa do evento sucedeu pelas estações de monitoramento da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).
Após a captação, os dados brutos foram encaminhados e analisados tecnicamente pela equipe do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN). Portanto, a operação contínua de monitoramento do território nacional é coordenada diretamente pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), operando em conjunto com o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
Histórico recente de atividades sísmicas no estado
O registro na costa de São Luís compõe um quadro de atividades geológicas documentadas recentemente no estado. Por isso, o levantamento da Rede Sismográfica Brasileira indica que o último abalo sísmico que ocorreu no Maranhão foi poucas semanas antes, no dia 7 de abril.
Naquela ocasião, o tremor teve como epicentro a região do município de Caxias, no leste maranhense. Desse modo, o evento anterior apresentou uma intensidade levemente superior ao registrado no litoral, marcando 3.2 graus de magnitude.
A geologia por trás dos tremores no Brasil
A ocorrência de abalos sísmicos no país não é motivo para pânico, diferentemente do que ocorre em zonas de encontro de placas tectônicas. Portanto, tremores de terra de baixas magnitudes são fenômenos geológicos relativamente comuns no território brasileiro, com registros documentados pelas estações sismográficas em uma frequência quase semanal.
A imensa maioria desses sismos possui uma intensidade tão pequena que não chega a ser percebida pela população na superfície. Os especialistas do Observatório Nacional explicam que esses abalos naturais ocorrem, fundamentalmente, como resultado da acomodação e da liberação de grandes pressões geológicas que atuam de forma contínua no interior da crosta terrestre.