Trump delineou um cenário que incluiria a destruição sistemática de pontes e usinas de energia
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (07), que o ultimato ao Irã para chegar a um acordo já está marcado. O prazo seria até as 20h, no horário dos EUA, e 21h, no de Brasília, permanece em vigor.
Ataque jamais visto
De acordo com Trump, se os americanos chegarem a esse ponto, haverá um ataque como os iranianos nunca viram.
“Se as negociações continuarem e algo concreto for alcançado, isso poderá mudar’, completou ele.
Trump ainda defendeu que as negociações ‘estão progredindo de acordo com os planos que temos'”, afirmou o presidente americano
Após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que uma ‘civilização inteira morrerá esta noite’, o Irã resolveu interromper as negociações com os EUA.
Irã diz que negociações foram paralisadas
Segundo a TV estatal iraniana, as conversas e negociações indiretas avançavam favoravelmente, mas os envolvidos as paralisaram. Para a agência de notícias Reuters, um funcionário do governo disse que ‘querem que o Irã se renda sob a pressão dos ataques’.
Já o jornal estatal Teheran Times afirma que ‘toda a comunicação foi suspensa’.
O jornal Wall Street Journal destaca que os dois países paralisaram toda a diplomacia e as comunicações diretas. Apesar disso, a reportagem comenta que as conversas com os mediadores continua.
Completando, o Irã informou ao Paquistão que não participará mais das conversas sobre o cessar-fogo. Três altos funcionários iranianos, citados pelo New York Times.
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Trump é o ‘mais sanguinário’ para ataques ao Irã, diz site
Uma reportagem do site de bastidores da política americana Axios traz alguns detalhes do que esperar sobre o prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ataques em larga escala contra o Irã.
Trump delineou um cenário que incluiria a destruição sistemática de pontes e usinas de energia até a meia-noite, no horário local, enquanto, segundo fontes da administração e da defesa, um plano operacional já está em vigor, com consequências potencialmente devastadoras para a população civil e o risco de retaliação em larga escala.
Linha Dura
Fontes da administração dizem que o próprio republicano está entre os mais inclinados a adotar uma linha dura: ‘o presidente é o mais sanguinário, como um cão raivoso’, diz um funcionário.
Ele descarta que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, ou o secretário de Estado, Marco Rubio, ‘dois pacifistas em comparação com o presidente’, o estejam pressionando a agir. O presidente também teria começado a sondar assessores e aliados sobre a possibilidade de atacar a infraestrutura estratégica iraniana, eventualmente chamando o plano de ‘Dia da Infraestrutura’.