Pesquisas mostraram que indivíduos religiosos apresentam taxas menores de dependência de substâncias e de tabagismo, e AVC
Um estudo recente revelou que pessoas com fé e que frequentam cultos vivem mais e que a crença causa uma série de benefícios para a saúde. Nesse sentido, o relatório, intitulado “A Conexão entre Religião e Saúde Física: O Que Revela a Melhor Ciência?”, realizado pelo Wheatley Institute da Brigham Young University, mostrou que o envolvimento religioso está associado à longevidade.
“Manual de Religião e Saúde”
Os pesquisadores revisaram 1.000 estudos sobre fé e saúde contidos na obra “Manual de Religião e Saúde”. A maioria das pesquisas científicas (876) concluiu que a religião traz benefícios para a saúde. Somente 124 estudos relataram consequências negativas. Além disso, em 84% dos estudos analisados a frequência a templos religiosos está associada a uma vida mais longa.
Redução do risco de mortalidade
Em várias pesquisas feitas recentemente nos Estados Unidos, a frequência em uma comunidade religiosa está associada à redução do risco de mortalidade em cerca de 34%.
Um estudo com mais de 20 mil adultos americanos descobriu que pessoas que frequentam cultos religiosos vivem em média 7,6 anos a mais do que aqueles que não frequentam.
“Esses não são resultados marginais de um punhado de estudos — refletem um padrão consistente em centenas das investigações mais rigorosas da área”, afirmou Loren D. Marks, professor da Brigham Young University e autor principal do relatório, em um comunicado.
Fatores de risco
Além disso, o estudo também apontou que pessoas com fé possuem menos fatores de risco para a saúde. Pesquisas mostraram que indivíduos religiosos apresentam taxas menores de dependência de substâncias e de tabagismo, e AVC. Nesse sentido, possuem melhor sistema imunológico e níveis mais saudáveis de hormônios do estresse.
“Após quatro décadas de pesquisa e milhares de estudos, o padrão é notavelmente claro: o envolvimento religioso está associado a uma melhor saúde física em praticamente todos os domínios que examinamos”, disse Harold Koenig, coautor do estudo.