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DF antecipa centro de inteligência para eleições após plano de atentados

DF antecipa centro de inteligência para eleições após plano de atentados

Enquanto cumpriam as medidas, os agentes encontraram armas de fogo, facas e canivetes

O Distrito Federal instalou, na terça-feira (04), a Célula Integrada de Inteligência para monitorar as eleições. A Polícia Civil do DF e o Ministério da Justiça anteciparam a abertura em relação ao cronograma previsto. O motivo foi a operação Rede Interrompida, que as autoridades deflagraram contra um grupo que planejava ataques a prédios em Brasília e a um debate presidencial.

Reunião de alinhamento

Representantes de 22 órgãos federais e distritais já se reuniram para alinhar a atuação conjunta da força-tarefa. A ação permanecerá em funcionamento de forma contínua até o encerramento do processo eleitoral.

As instituições responsáveis pela segurança e pelo processo eleitoral definiram a antecipação da estrutura para reforçar o monitoramento preventivo. Além disso, elas buscam ampliar o compartilhamento de informações e garantir respostas rápidas a eventuais incidentes, diz o secretário de segurança do DF, Alexandre Patury.

“Essa iniciativa conta com a participação de órgãos distritais que a equipe convocará, e nós convidaremos órgãos federais, além, claro, do Poder Judiciário e Ministério Público.”

Será em funcionamento permanente, seja de forma virtual ou presencial, com o objetivo de garantir esse monitoramento contínuo, a integração das instituições e, assim, a gente planejar e ter uma capacidade de resposta imediata diante de qualquer situação que possa comprometer não só a segurança de Brasília como um todo, mas a normalidade do processo eleitoral”, destaca o delegado à CNN.

Mandados de prisão

Na terça-feira (04), a CNN revelou o plano descoberto pela inteligência do DF. Policiais civis realizaram a operação “Rede Interrompida” e cumpriram 8 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

As idades dos alvos variavam entre 18 e 31 anos. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e o Ciberlab do Ministério da Justiça — um centro de inteligência cibernética — os descobriram após levantarem o primeiro registro.

Apreensões

Enquanto cumpriam as medidas, os agentes encontraram armas de fogo, facas e canivetes. Também foram recuperadas anotações que referenciam o nazismo e grupos extremistas racistas, como um chapéu semelhante ao utilizado pela Ku Klux Klan.

*Com informações da CNN Brasil

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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