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CPI do Crime dá início a última sessão com leitura de relatório

CPI do Crime tem relatório com pedido de indiciamento de ministros do STF

O documento também propõe um pacote legislativo para ampliar o combate ao crime organizado

Após ser adiada nesta manhã, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realiza na tarde desta terça-feira (14), a última reunião do colegiado com a leitura do relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Proposta de indiciamento de ministros e PGR

No parecer, que ainda deve ser submetido por votação, o senador propôs indiciar por crimes de responsabilidade os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Argumentos contra integrantes do Supremo

Para os três ministros do STF, Vieira atribuiu a conduta de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. No caso de Moraes e Toffoli, ele também aponta que os magistrados teriam atuado em julgamentos quando em “estado de suspeição”.

Acusações de omissão contra Paulo Gonet

Em relação a Gonet, o relator avaliou que o procurador-geral foi “desidioso no cumprimento de suas atribuições” por suposta “omissão”. O fato teria ocorrido diante de indícios que a comissão apresentou contra ministros do Supremo, segundo Vieira.

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Tensões entre a CPI e o Judiciário

Durante os trabalhos da comissão, decisões do STF foram alvo de críticas da cúpula da CPI, que chegou a recorrer das decisões. Determinações de ministros da Corte dispensaram portanto, depoentes convocados e inviabilizaram quebras de sigilo aprovadas.

Apesar dos pedidos feitos, uma comissão de inquérito não tem competência para indiciar pessoas, mas pode sugerir o indiciamento ao Ministério Público.

Pacote legislativo e intervenção no Rio de Janeiro

Além disso, o documento também propõe um pacote legislativo para ampliar o combate ao crime organizado; recomenda a criação do Ministério da Segurança Pública; e defende uma nova intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro.

Com quatro meses de duração, a CPI mirava a prorrogação por mais 60 dias, mas não recebeu o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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