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Prefeitura de São Luís vai assumir linhas de ônibus do Consórcio Via SL, decide Justiça

Prefeitura de São Luís vai assumir linhas de ônibus do Consórcio Via SL, decide Justiça

Na terça-feira (14), o juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, determinou que a Prefeitura de São Luís assuma a operação as linhas de ônibus do Consórcio Via SL.

O que trata a decisão

Anteriormente, o Consórcio Via SL operava o Lote 2. A decisão judicial também declarou a caducidade imediata do contrato de concessão da empresa, citando abandono do serviço e incapacidade de cumprir suas obrigações financeiras.

A audiência de conciliação motivou a medida, após revelar a paralisação total das atividades dos trabalhadores da Via SL.

De acordo com o gerente da concessionária, Diego Rocha, a empresa não possui condições financeiras para retomar as atividades operacionais. Segundo ele, essa situação caracteriza o descumprimento total do contrato de concessão do transporte coletivo em São Luís.

Crise e intervenção no transporte coletivo em São Luís

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) fundamentou o pedido de intervenção após vários descumprimentos contratuais e incapacidade da Via SL em manter o serviço essencial.

O juiz estabeleceu um prazo de 48 horas para que a Prefeitura de São Luís garanta o atendimento integral das linhas afetadas. O objetivo é evitar o caos na mobilidade urbana e proteger direitos fundamentais da população.

Para viabilizar a operação, a Justiça autorizou a requisição administrativa de até 30 ônibus que pertencem à empresa VAMOS Locação de Caminhões, Máquinas e Equipamentos S.A., mas que estavam em posse da Via SL. O Município deverá reter R$ 10 mil por veículo, mensalmente, da receita de passes escolares e vales-transporte, para indenizar a proprietária dos ônibus requisitados.

Caducidade e risco de nova greve de ônibus

A declaração de caducidade do contrato do Consórcio Via SL baseia-se na inexecução total das obrigações e na “quebra definitiva da relação contratual por culpa exclusiva da concessionária”. A operação emergencial coordenada pela SMTT deve perdurar até que uma nova licitação seja realizada para o Lote 2. A Justiça recomendou ainda que a nova operação priorize a contratação dos profissionais que já atuavam na Via SL.

Além da crise na Via SL, a audiência trouxe alertas sobre o transporte coletivo em São Luís no Consórcio Upaon-Açu. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA) informou que as empresas Rio Negro/Tapajós, Speed Car/Marina e Patrol não efetuaram o pagamento do reajuste salarial determinado pelo TRT-16, o que gera risco iminente de greve nessas empresas específicas.

A decisão judicial que altera a gestão do transporte coletivo em São Luís tem caráter de urgência e o descumprimento das medidas pode acarretar novas sanções aos envolvidos.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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