Caso apura a suspeita de tráfico de influência para favorecer contratos da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda junto ao governo
O Supremo Tribunal Federal (STF) sorteou o ministro Flávio Dino como relator do terceiro pedido de abertura de inquérito apresentado pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).. Caberá ao magistrado decidir se autoriza ou não a nova investigação.
Investigação sobre contratos milionários
O caso apura a suspeita de tráfico de influência para favorecer contratos da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda junto ao governo federal. Conforme dados do Portal da Transparência, a empresa mantém contratos que somam R$ 81 milhões com a União.
A atuação do ministro Flávio Dino
O presidente Lula indicou Flávio Dino ao STF, após ele ter exercido o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no atual governo. Além disso, antes de assumir a cadeira na Corte, também esteve à frente da Polícia Federal durante o primeiro ano do terceiro mandato do petista.
A defesa e as alegações de influência eleitoral
Ao site Poder360, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Lulinha, afirmou que a Polícia Federal não encontrou provas robustas contra seu cliente e estaria tentando abrir novos inquéritos para influenciar o processo eleitoral.
Além do novo pedido distribuído a Flávio Dino, Lulinha já é alvo de outros dois inquéritos no STF, ambos sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Suspeitas no Ministério Saúde
No primeiro, a PF investiga suspeitas de tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde para favorecer compras de insumos à base de cannabis. Nesse sentido, a investigação cita a lobista Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado pela PF como operador de um esquema de fraudes no instituto.
O segundo inquérito apura a relação entre Lulinha e o empresário Cléber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT. Os investigadores suspeitam que Ribas buscou contratos junto à Dataprev e a outros órgãos públicos e que teria custeado, ao menos, uma viagem do filho do presidente em troca de facilidades para acesso ao governo.
*Com informações de Poder360